Para Ieda Queiroz, coordenadora do setor de Agronegócios do CSA Advogados, o novo modelo tributário tende a pressionar o caixa e exigir ajustes antecipados na formação de preços.
As mudanças trazidas pela Reforma Tributária já colocam o agronegócio em modo de adaptação, com impactos diretos na estrutura de custos e na formação de preços ao longo dos próximos anos.
Em matéria publicada pela Folha de S.Paulo, Ieda Queiroz, advogada e coordenadora do setor de Agronegócios do escritório, analisa a possibilidade de adoção de tabelas de preços distintas a partir de 2027 como estratégia para mitigar o aumento da carga tributária, especialmente nas operações com fornecedores pessoa física.
Segundo Ieda, a falta de aproveitamento de créditos fiscais nesses casos pode pressionar o caixa das empresas e comprometer a competitividade do setor, cenário que tende a acelerar a migração de produtores para o modelo de pessoa jurídica durante o período de transição.